Surf contribui para a educação de crianças do Arroio
Fonte: Contato Internet
Por Juliana Nunes
Baln. Arroio do Silva - Resgatar crianças carentes da rua e afastá-las do crime e das drogas. Esse é o objetivo do projeto de surf fundado por Alisson César Pereira, de 28 anos, em Balneário Arroio do Silva.
Veja o vídeo das aulas do projeto de surf
Confira algumas fotos das aulas do projeto de surf
O projeto surgiu em abril de 2008 e por ele já passaram cerca de 30 crianças com idade entre 10 e 17 anos. Todos os sábados Pereira dispõe cerca de quatro horas do tempo dele para ensinar crianças a praticar o esporte. O ensino é feito por meio de uma prancha desenhada na areia.
“Eu desenho uma prancha na areia, ensino as remadas e depois ensino como eles devem subir na prancha. Depois eu entro no mar com eles para fazer isso dentro da água”.
Antes de entrar no mar, porém, é preciso preparo físico. “Eu faço com eles exercícios de alongamento, como polichinelo, corridas e apoio. E, além disso, antes de entrar na água, também é feito uma oração para pedir proteção a Deus”.
Segundo o professor, uma criança consegue aprender a surfar em um período de 2 a 3 meses. E quanto mais cedo melhor. Pereira acredita que, quando se aprende ainda na infância, é possível se tornar um grande profissional.
Receio do mar
Para ser surfista, Pereira revela que é necessário saber nadar, ter bastante vontade para aprender, se dedicar e gostar do esporte. No entanto, o professor acrescenta que é preciso tomar alguns cuidados e ter respeito pelo mar.
“É preciso ter um pouco de receio do mar. Não é só chegar e entrar pensando que é ‘o bom’”, ressalta.
Entre as situações que requerem precauções, estão os momentos em que o mar está “mexido”, quando se formam corredores e quando se cai da prancha. É preciso saber cair, para não bater a cabeça.
A lição de respeito é demonstrada na prática. Em dia de muito vento, por exemplo, o surfista não leva os alunos para a água. “É muito perigoso. A prancha pode voar e bater nas crianças”.
Surf na vida dos alunos
O projeto, além de oferecer aulas de surf gratuitamente, também contribui no desempenho escolar de algumas das crianças. Foi o que aconteceu com José Santos Lobo, de 10 anos. O pequeno faz aulas há um ano e meio e revela que as notas no colégio aumentaram.
Ele conta que se sente feliz quando entra no mar para “deslizar sobre as ondas”. O menino já participou de um campeonato de inverno e ficou em quarto lugar.
Gabriel Bender, de 11 anos, participou do mesmo torneio. Ficou em terceiro lugar. O garoto, que classifica o esporte como uma diversão, diz que aprender a surfar foi difícil, mas hoje o momento em que se sente mais feliz é quando está em cima de uma prancha.
Se para Bender o surf trouxe felicidade, a Cassiano Duarte Medeiros, de 15 anos, trouxe tranquilidade. O rapaz conta que, ao praticar a atividade, que considera radical, se sente mais calmo. Oportunidade para fazer esporte e extravasar.
E Medeiros não é o único que considera a modalidade radical. Para Rafael Felipe da Rosa, de 14 anos, o surf é “a maior adrenalina”. E a prática esportiva ainda trouxe benefícios. O garoto revela que depois que começou a fazer as aulas os amigos o veem de outra maneira.
Doações para manter projeto
Para praticar o esporte, os participantes da escolinha de surf recebem roupas e pranchas vindas de doações. Recentemente, foram doadas 14 lycras para as crianças surfarem. No entanto, ainda não é o bastante.
Entre as metas para 2010, está buscar mais patrocínios para manter o projeto. Pereira conta que pretende, durante este ano, conseguir mais três pranchas para as crianças surfarem, leashes (cordas), long john (roupas de inverno) e uma prancha pedagógica.
“A pedagógica é uma prancha maior, de bico redondo, que em caso de queda não machucará as crianças”, ilustra.
O professor ainda ressalta que o surf não é a única atividade dos pequenos. Por meio do projeto, são oferecidos filmes educativos e sobre o esporte, videogame e palestras. Para saber como é possível contribuir, ligue para (48) 9105-4688 ou (48) 9101-2924.
Vídeo: Alisson César Pereira.
Baln. Arroio do Silva - Resgatar crianças carentes da rua e afastá-las do crime e das drogas. Esse é o objetivo do projeto de surf fundado por Alisson César Pereira, de 28 anos, em Balneário Arroio do Silva.
O projeto surgiu em abril de 2008 e por ele já passaram cerca de 30 crianças com idade entre 10 e 17 anos. Todos os sábados Pereira dispõe cerca de quatro horas do tempo dele para ensinar crianças a praticar o esporte. O ensino é feito por meio de uma prancha desenhada na areia.
“Eu desenho uma prancha na areia, ensino as remadas e depois ensino como eles devem subir na prancha. Depois eu entro no mar com eles para fazer isso dentro da água”.
Antes de entrar no mar, porém, é preciso preparo físico. “Eu faço com eles exercícios de alongamento, como polichinelo, corridas e apoio. E, além disso, antes de entrar na água, também é feito uma oração para pedir proteção a Deus”.
Segundo o professor, uma criança consegue aprender a surfar em um período de 2 a 3 meses. E quanto mais cedo melhor. Pereira acredita que, quando se aprende ainda na infância, é possível se tornar um grande profissional.
Receio do mar
Para ser surfista, Pereira revela que é necessário saber nadar, ter bastante vontade para aprender, se dedicar e gostar do esporte. No entanto, o professor acrescenta que é preciso tomar alguns cuidados e ter respeito pelo mar.
“É preciso ter um pouco de receio do mar. Não é só chegar e entrar pensando que é ‘o bom’”, ressalta.
Entre as situações que requerem precauções, estão os momentos em que o mar está “mexido”, quando se formam corredores e quando se cai da prancha. É preciso saber cair, para não bater a cabeça.
A lição de respeito é demonstrada na prática. Em dia de muito vento, por exemplo, o surfista não leva os alunos para a água. “É muito perigoso. A prancha pode voar e bater nas crianças”.
Surf na vida dos alunos
O projeto, além de oferecer aulas de surf gratuitamente, também contribui no desempenho escolar de algumas das crianças. Foi o que aconteceu com José Santos Lobo, de 10 anos. O pequeno faz aulas há um ano e meio e revela que as notas no colégio aumentaram.
Ele conta que se sente feliz quando entra no mar para “deslizar sobre as ondas”. O menino já participou de um campeonato de inverno e ficou em quarto lugar.
Gabriel Bender, de 11 anos, participou do mesmo torneio. Ficou em terceiro lugar. O garoto, que classifica o esporte como uma diversão, diz que aprender a surfar foi difícil, mas hoje o momento em que se sente mais feliz é quando está em cima de uma prancha.
Se para Bender o surf trouxe felicidade, a Cassiano Duarte Medeiros, de 15 anos, trouxe tranquilidade. O rapaz conta que, ao praticar a atividade, que considera radical, se sente mais calmo. Oportunidade para fazer esporte e extravasar.
E Medeiros não é o único que considera a modalidade radical. Para Rafael Felipe da Rosa, de 14 anos, o surf é “a maior adrenalina”. E a prática esportiva ainda trouxe benefícios. O garoto revela que depois que começou a fazer as aulas os amigos o veem de outra maneira.
Doações para manter projeto
Para praticar o esporte, os participantes da escolinha de surf recebem roupas e pranchas vindas de doações. Recentemente, foram doadas 14 lycras para as crianças surfarem. No entanto, ainda não é o bastante.
Entre as metas para 2010, está buscar mais patrocínios para manter o projeto. Pereira conta que pretende, durante este ano, conseguir mais três pranchas para as crianças surfarem, leashes (cordas), long john (roupas de inverno) e uma prancha pedagógica.
“A pedagógica é uma prancha maior, de bico redondo, que em caso de queda não machucará as crianças”, ilustra.
O professor ainda ressalta que o surf não é a única atividade dos pequenos. Por meio do projeto, são oferecidos filmes educativos e sobre o esporte, videogame e palestras. Para saber como é possível contribuir, ligue para (48) 9105-4688 ou (48) 9101-2924.
Vídeo: Alisson César Pereira.

Comentários
é um projeto que esta no coração de Deus..