O caminho das águas









Deus não empurra a sua presença a ninguém. Você tem que desejar isto mais do que tudo. Seu anseio por Deus tem que substituir todos os outros desejos da vida. Deve estar com uma fome que corrói e uma sede que arde em sua alma. Nós temos um problema apenas, e esse problema se chama sede, sede de Deus, que tentamos saciar de várias formas.

Os peritos nos falaram que a sociedade está doente. As panacéias trataram a fragilidade humana com infusões de medicamentos, bens materiais, sexo, drogas, terapias, livros de auto-ajuda. Mas nós estamos aprendendo nesses dias, que estas não são as respostas que precisamos para a felicidade.

O mundo precisa mudar, sociedade precisa mudar, a nação precisa mudar, mas nós nunca mudaremos isto até que nós mesmos possamos mudar. E nós nunca mudaremos até que possamos olhamos para o espelho de nossa própria alma e enfrentamos com sinceridade o que somos verdadeiramente por dentro. Então, livremente reconhecer, que há um defeito em nossa natureza humana, um “embutido” em nós, que vem da rebelião natural de homem contra Deus.

Eu não tenho todas as respostas, apenas espero mostrar para você que, no fim, você pode achar suas respostas em uma relação pessoal com Deus.


Por favor veja, o caminho das águas.
Quando eu era pequeno, lá no Brasil, eu e meus amigos nos dias quentes do verão, íamos para um pequeno rio, cheio de pedras com águas rasas e limpas. Lembrando desse pequeno rio, Deus me falou algo muito importante, Ele é assim como aquele rio e nós somos como as pedras, s pequenas pedras do rio. As águas seguem o seu caminho, elas não obrigam as pedras a aceitarem este caminho, algumas aceitam o rio e são submergidas por ele, estão saciadas da água desse rio. Outras, no entanto, resistem ao caminho das águas e não são submergidas por elas, ficam secas, mesmo com um rio limpo, fresco e puro passando ao seu lado.

As pedras, assim como nós, não são forçadas pelas águas, é nossa escolha ter Deus ao nosso redor ou submergindo na vida de Deus.
Alguns dizem: Eu não faço mal pra ninguém, não roubo, sou trabalhador e honesto, sou uma boa mãe, uma boa mulher, eu tenho Deus no meu coração. Esses são as pedras que as águas do rio estão ao seu redor. Não estão submergidos pelo Senhor.
Outros dizem:
Eu não sou nada, não vivo sem Deus, estou morto pra mim, submergido por ele e nele, não tenho méritos nenhum em mim a não ser Deus. Ninguém me vê, estou submergido nele, as águas do rio me cobrem por completo. Estes são os mais felizes porque tudo que precisam Deus os dá.
Existe um outro grupo de pedra:
Algumas ficam longe das águas, secas à margem do rio. Quando bate o sol dos problemas, das dificuldades, essas pedras esquentam, ficam secas, sozinhas, são jogadas pra lá e pra cá pelos pés daqueles que passam às margens do rio. Estão distantes do Pai das Águas. Estes são aqueles que buscam as panacéias da vida para tratarem suas fragilidades com bens materiais, terapias, religiões... Morrem de sede de Deus, mesmo às margens do caminho das águas.



Que Deus seja tudo que você tem, viva a novidade de vida a cada dia.



Abraço a todos

vandir_sy,
pedra no rio de Deus, às vezes submergida, às vezes circulada pelas águas, e muitas vezes, apenas à margem, longe do rio.
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O texto acima é parte de uma série de 12 palestras de Soli Limberger. Extraí apenas a base do ensino, à pedido do autor. Esta palestra teve 39 minutos de duração.

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